Seven Psychopaths, 2012 (dir. Martin McDonagh)
By TobWaylan
Linux, Ubuntu, Unity
Falem mal do Unity, falem mal do Ubuntu, mas eu gosto. Linux no desktop feito de maneira fácil, as lenses do 12.10 ficaram muito massa e o Unity é limpo, te mostra o que precisas ver e te ajuda a encontrar muita coisa.
Usei o Ubuntu 5.04, o 7.10 só voltei a usar no 10.04. Como meu micro vem com Windows e placa da nVidia, relutei a instalar o 12.04 e, quando o fiz, deu merda. Mas com o 12.10 a coisa ficou muito melhor. Digo com orgulho, GOSTO do Ubuntu e do Unity.
Quem não gosta tem outras opções, Fedora, OpenSUSE, Mint (foi meu desktop um dia). Enfim. Linux está na moda e é bom aproveitarmos. :D
Especialmente àqueles que sempre sabem a resposta pra tudo.
Excelente entrevista do genial Drauzio Varella.
We don’t need ‘no education’…
Conheço um colégio que tem como valores: ética, justiça, partilha, verdade e cidadania, tudo isso definido em um texto de pretensões institucionais tão bonito, e enfadonho, e mentiroso. Nessa escola fictícia os pais têm razão, os professores, sujeição, os dirigentes, não.
Não consigo conceber generalizar o caso fictício particular a toda instituição educacional do país, mas também não consigo deixar de me preocupar com a quantidade de lugares semelhantes que existem por aí. Como as gerações X e Y (vulgo gerações do oba-oba) estão educando seus filhos? A partir de quando o aluno passou a sempre ter razão? Quem permitiu que os valores fossem tão invertidos a ponto da palmatória ser abolida (e com razão) e a violência verbal e física contra os professores fosse tolerada e quase banalizada?
A resposta eu não sei. Mas sei que está errado e que:
Hipocrisia não é ética.
Tratamento desigual e covarde não é justiça.
Monopólio do tempo livre não é partilha.
A educação oferecida não é verdade.
Totalitarismo não é cidadania.
Curti muito esse som!
Prepúcius polêmicus
Ateus, agnósticos, crentes. Era para ser simples, mas não é. O próprio começo já é complicado, o que são ateus e agnósticos? Mais uma vez, as maiores críticas vêm dos ignorantes, até porque sabemos que a ignorância é a mãe do medo.
Penso cá comigo: qual o problema de não acreditar ou de se ignorar a existência de um ou trezentos deuses? Será que a crença por si só é capaz de substituir a boa conduta e a boa educação? De que maneira quem é crente (ou temente) em deus(es) é afetado com a descrença ou indiferença ao(s) deus(es)?
Simples? Infelizmente, não. Ao que parece, não se pode questionar abertamente certas instituições sem ser apedrejado (não há risco, há certeza do apedrejamento), isso porque os que se dizem “de bem” e “crentes no amor de deus(es)” não são capazes de ser tolerantes. O que se prega nos cultos vale para quem também cultua, pois os que não o fazem são parte do reino animal, não do reino dos homens (de fé).
Ao ler uma matéria publicada em blog da Zero Hora e me sentir convidado ao debate (http://wp.clicrbs.com.br/doleitor/2012/11/29/artigo-o-estado-brasileiro-nao-e-laico/), fiz questão de expressar minha opinião e, com curiosidade, pedi para ser informado sobre novas manifestações de outros leitores. Santa burrice! Cansei se receber notificações com textos tão absurdos quanto sem sentido. Percebo que não se sabe o que é laicidade, não se sabe o que é ateísmo, não se sabe o que é agnosticismo. E pior. Ninguém quer saber.
O curioso, por outro lado, é que os ateus, os agnósticos e os defensores da laicidade querem, e se sentem no dever, de conhecer as religiões, entender suas razões, buscar suas raízes e contextualizá-las da melhor forma possível, enfim, tenta-se sempre compreender o porquê de serem como são. Perguntas simples passam a ter respostas simples, alegorias passam a fazer sentido, mitos ganham contexto mais adequado e a moral de tempos pretéritos se revela quase cristalina. Dos tempos mais remotos à reforma burguesa, da conversão daquela pobreza santa na riqueza abençoada.
“Se deus não existisse, então eu poderia sair por aí matando”, ouvi isso num programa de TV certa feita. De um crente. Em meados dos anos dois mil.
É tão engraçado que o estado, essa instituição impessoal, etérea adquira características tão humanas como a crença religiosa e que as pessoas se projetem de forma tão institucionalizada que não percebam o limite entre si, suas crenças e algo inventado, uma instituição que não é capaz de sentir, crer, respirar.
Será que são tantos os que não têm capacidade de compreender que o estado laico não é ateu? Primeiro porque neutro (não ignorante) religiosamente, ou seja, sem receber interferência ou intervir. Em segundo lugar, justamente esse fator é o garantidor da liberdade religiosa, em contrapartida à imposição de uma única religião (seja oficialmente, seja veladamente como hoje ocorre com o Brasil e a religião Católica Apostólica Romana).
Enfim, pode parecer ridículo, mas já passou da hora de se discutir abertamente no Brasil a questão religiosa de forma séria, sem deuses em prepúcios constitucionais, mas com prepúcios. Ou sem.
Que seja.
Ateu x Cristão
_|_
Coisa de adolescente. Com certeza é isso o que a maioria pensa sobre manter um blog que trate de assuntos pessoais. Não que eu ligue pra isso (metalinguagem :), mas é um fato.
Seria eu o único a pensar sobre a insanidade dessas redes sociais onde todos são tão íntimos de todos e tão superficiais ao mesmo tempo? É aceitável manter conversas curtas com desconhecidos próximos e duvidoso expressar-se publicamente na internet? Eu estou captando o mundo corretamente?
Antigamente, o blog como diário estava aceito, hoje só serve pra fazer humor, tratar de trabalho. Enfim, os blogueiros aceitos são os profissionais. Aquele uso do blog mais “de raiz” (puts!) foi empurrado às redes sociais, foi limitado em 140 caracteres ou 140 x 140 amigos desconhecidos.
Esses são os tempos da realidade virtual. Não é futuro, está aí pra quem quiser curtir ou ser +1. Posso ser mesmo saudosista, sem receio até, a questão é que não sou obrigado a seguir essa tendência. Quando percebi isso, vi que minhas necessidades de comunicação estavam mais pro blog do que pro Facebook.
Cada ferramenta tem um propósito, eu sei, e não é o Facebook o problema, também estou ciente disso. Apenas percebo que mais vale a possibilidade de eu me expressar sem precisar ser curtido, convidado, cutucado, limitado. Expor o que eu penso é apenas um exercício de comunicação, jogar as palavras ao vento, as bobagens também, sem ficar viciado nos mesmos comentários, mesmas visualizações.
Percebo que a idiotização da internet não atinge os blogs, pois são como ilhas de pensamento, como um jornal particular destinado ao público (ou não, pois não tem esse compromisso). É, portanto, diferente da natureza exibicionista das redes sociais, onde se publicam felicidades e se omitem sofrimentos. O blog (nos termos a que esse texto se refere) não tem preconceitos, não tem objetivo de exibir, mas de compartilhar em seu sentido mais nobre.
Então, enquanto qualquer ferramenta de blog continuará sendo O BLOGGER, qualquer rede social continuará sendo O ORKUT. Isso quem diz não são as empresas, tampouco os países, são as pessoas.
Tudo isso foi apenas pra justificar a minha intenção em voltar a perder tempo escrevendo aqui. Esse tempo que perco pensando em mim, com certeza é tempo que ganho em minha vida.
E aos eventos, cachorrinhos, gatinhos, falsas campanhas de sofá, pessoas mutiladas e etc: _|_
A teus
A teus semelhantes, a teia da fé
Oferece catequese aos joelhos.
A tua reza, imprecisa que é
Revela humanidade nos espelhos.
A teus semelhantes, a caminhada pastoril
Oferece porções dizimais de conhecimento.
A tua cerca, imperfeita que é
Revela humanidade no instrumento.
Adam Koford - Twitter Logo Redesign
Cartoonist Adam Koford had fun redesigning the Twitter logo with various geekdom inspiration… Here is my selection (if you read the full article), but you can find more here. Twitt yeah !
Le cartooniste Adam Koford s’est bien amusé autour du vieux logo de Twitter, inspiré par de nombreux univers du geekdom… Voilà ma sélection (plus dans la suite de l’article), mais vous en trouverez plus ici. Twitt yeah !
Via Wartmag
(via mundoloucodeozi)
Fonte: geek-art
Fonte: firsttimeuser
SEROLAV
De que adianta o dinheiro do mundo
Ao vagabundo que não quer comprar?
Nosso anti-herói já tem o pão
E faz questão de o compartilhar.
Mesmo ao receber menos
Dos pequenos a quem dá,
Não há dúvida ou arrependimento
No cumprimento do ajudar.
E qual o objetivo de toda
Essa pseudo-bondade,
Se é que o seja na verdade?
Permanece ainda oculta
Aos olhos de toda gente:
Ainda não somos inteligente.
à deriva
Nesse microuniverso papareia se pode tudo, um oásis de autoritarismo no deserto democrático. O sertão nordestino, tido por nós como o refúgio do coronelismo brasileiro, se deleita ao ver sua tradição também nos confins mais meridionais do Brasil. Somos também parte desse deserto livre de consciência real, indiferentes à realidade.
É verdade que os interesses econômicos tendem a falar mais alto em nossa sociedade, muitas vezes atropelando os interesses comuns como um ônibus ao esmagar um pedestre, mas em Rio Grande o pedestre atropelado se ergue alheio à morte, alheio à vida, pronto para o próximo embate de derrota certa.
Claro que em outras cidades, estados e países há casos semelhantes, mas vemos que o limite de abusos tolerados pelos cidadãos tende a ser um infinitésimo daquele suportado pelos nobres papareias, que engolem seu orgulho, ignoram suas dificuldades, abdicam de papel social mais ativo para se sujeitarem à elite do território.
Assim, como um pequeno principado com regras, nobreza, povo e cultura próprias, segue nossa terra à deriva num mar de desilusão, desesperança, incredulidade. Alguns ainda vêem salvação em parte da elite que se julga opositora aos interesses imperantes da atualidade, mas eles apenas representam outros interesses.
Mas a verdadeira salvação ainda demora a chegar, pois depende da virtude de pensar de todos os papareias, depende de que ocupem seu verdadeiro lugar na sociedade, depende de que passem a fazer valer suas vozes mais do que na época das eleições. O eco dessas vozes e novos gritos devem ser ouvidos durante todas as épocas.
